Publicada por Maverick | sábado, fevereiro 27, 2010 | 0 comentários »





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Bastião da Democracia

Publicada por Maverick | sexta-feira, setembro 18, 2009 | 0 comentários »



Na semana passada realizou-se um encontro entre dois monstros da política nacional.
Alberto João Jardim e Manuela Ferreira Leite protagonizaram uma reunião muito produtiva, que teve como objectivo principal a discussão de medidas para combater a estagnação que assola o nosso país.
Forçada a adiar a visita anteriormente devido a uma gripe ( facilmente curável com o famoso bagaço madeirense) a líder laranja não quis deixar fugir a oportunidade de estreitar laços com o presidente do governo regional madeirense e estudar algumas das medidas implementadas na ilha, que a tornaram num bastião global de liberdade social, democracia e regulação económica... Desde o início, Manuela participou com o intuito de aprender. Mais do que uma reunião, foi uma verdadeira lição de sentido único protagonizada por um dos mais famosos centuriões da democracia mundial.

Aqui ficam algumas das partes do monólogo:

Frase introdutória:
"Estou-me a cag.. para aquilo que todos os filhos da p*** do continente pensam a meu respeito".

Economia:
"Em termos económicos ninguém me pára. Pressionar o continente com a autonomia e depois abrir as comportas para deixar o graveto entrar. Simples ... Se fosse primeiro ministro português não faltaria dinheiro. Ameaçaria abandonar a UE e dada a nossa importância na comunidade acabariam sempre por ceder. Era só dinheiro, salário mínimo nacional nos 2000€ e os outros países que se fode...., que eu não duro sempre. É que de tanto puxar pela cabeça, tenho agora princípios de calvície. Muito justamente, em reconhecimento do meu excelente desempenho, foi-me atribuído o prémio Honoris Causa pela Universidade da Madeira.(O meu primo, um reitor competente e idóneo, sabe apreciar realmente as pessoas de valor)".

Liberdade de imprensa
"Ao contrário do continente, na Madeira existe liberdade de imprensa. Não há cá golden shares. Somos muito transparentes. Das duas uma, ou os meios de comunicação local são defensores da tal política transparente, que é o nosso lema, ou então passam a publicar para as ilhas desertas. Já sabem que se não pregam segundo a transparência, não têm qualidade suficiente para servir a nossa democracia".

Relação com os habitantes do "rectangulo"
"Não gostam de mim? Eu muito menos deles."

Frase de encerramento:

"F*** them".


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O protótipo lusitano

Publicada por Maverick | sexta-feira, agosto 21, 2009 | 0 comentários »



Joaquim Silva, 38 anos, 9º ano de escolaridade, casado e pai de gémeos, foi despedido do supermercado da esquina, onde teve o seu primeiro e único posto de trabalho. Repositor quase graduado no supermercado do sogro, estava habituado ao trabalho sem muitas chatices, das 9:00 às 18:00 horas, até que o supermercado não resistiu aos frequentes cortes de trânsito e à colocação de parquímetros no centro da cidade.

Engordou doze quilos após quase três anos a viver do fundo de desemprego. Por se tratar de um homem de carácter e de muitas responsabilidades achou que era altura de deixar de viver do dinheiro dos contribuintes.

Após várias candidaturas, nas quais confessava dominar até línguas estrangeiras (Inglês, Francês e um pouco de Espanhol) deparou-se, num jornal local, com um anúncio para empregado de loja de um super com S grande, o Lidl.

Depois de polir o fato, usado pela última vez no seu casamento, lá foi ele. (Permitam-me este aparte para revelar que o nosso protagonista apesar de não os vestir com frequência, considerava que o seu ainda estava para as curvas). Passou na entrevista com dificuldade, apesar de existir grande empatia entre o seu sogro e o chefe de zona do super.

No final do primeiro dia de trabalho chega a casa completamente aturdido. Percorreu dez funções. Começou em beleza com a apresentação do local de trabalho e terminou em beleza com o espanador e detergentes na mão a limpar as sarjetas do super, por sorte um dia de pouca afluência.

No segundo dia estavam planeadas para ele as seguintes tarefas: limpar o parque de estacionamento, retirar dos cestos a fruta e as leguminosas em estado pútrido, fazer a caixa e a limpeza das sarjetas novamente. No seu íntimo, pensava que o super tinha os dias contados. "Gestão alemã! Espetem-me com a gestão alemã nos ... - comentava com a esposa."

Sempre contrariado, sobreviveu à primeira semana de trabalho. Os tempos foram passando e aguentou-se por lá seis meses. À primeira oportunidade de se esgueirar ele aproveitou. Saiu pela porta principal com um sorriso nos lábios e no pensamento uma ideia, que lhe foi passada por um economista seu conhecido. " Estado de direito o tanas. Quero é Estado social."


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Uma questão de Atitude

Publicada por Maverick | domingo, agosto 02, 2009 | 0 comentários »


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Em nome do interesse nacional

Publicada por Maverick | segunda-feira, julho 13, 2009 | 1 comentários »


Mais uma vez o governo provou estar atento e defendeu bravamente o interesse nacional. Não é que na PT queriam mudar o mobiliário do escritório sede para azul-bebé?! Alto e pára o baile. Com o governo ninguém brinca. Cores, cores só três e mais nenhuma. Amarelo, verde ou vermelho (encarnado para os lisboetas). As goldenshares dão cá um jeitaço. Já imaginaram o que aconteceria se o governo não tivesse uma dessas na PT? Qualquer dia resolviam trocar a frota de Bentleys por carros mais económicos...

Se fosse para decorar com um design semelhante ao Ministério da Justiça... Tapeçarias persas únicas a evocar o espírito aventureiro dos nossos antepassados. Vinho francês caríssimo que comprova o nosso carácter hospitaleiro. Poltronas forradas a talha dourada do ouro confiscado em terras de Vera Cruz.
Agora estilo vanguardista azul-bebé?? Ganhem brio profissional, meus senhores.

Aproveito também para prestar sincera solidariedade ao deputado Manuel Alegre, cujo futuro se precipita para as ruas da amargura. Menos 3.000€ de reforma, menos um belo gabinete, menos uma fiel secretária e menos um precioso motorista... Tempos difíceis se avizinham Sr. Deputado.

Deixem o vosso comentário.


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Ronaldo Blanco

Publicada por Maverick | quarta-feira, julho 08, 2009 | 2 comentários »



Desde sempre se discutiu se os salários dos futebolistas são uma exorbitância mediante as capacidades intelectuais que a esmagadora maioria possui. Este tema ganhou especial relevância ultimamente com a transferência de Ronaldo para o Real Madrid. A minha opinião relativamente a esta temática baseia-se na lógica. Se os gestores de topo auferem somas astronómicas e, não raras vezes, conduzem as empresas que lideram à falência, será que os melhores futebolistas do mundo, como por ex: Ronaldo, que encanta plateias, serão demasiadamente bem pagos?? O futebol, cada vez mais, extravasa as fronteiras do próprio jogo. Os clubes são números, marcas, publicidade, marketing, lucro, capital e, por vezes, também sinónimo de débito. Considero que se são futebolistas (ou desportistas) de excepção têm de ser reconhecidos e recompensados como tal. Pelo mundo fora, encontramos milhões de jovens que sonham ser um "Cristiano Ronaldo". Quantos chegam a esse patamar?

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Sensação do Ano

Publicada por Maverick | quinta-feira, julho 02, 2009 | 2 comentários »



Chega o Verão, chegam as festas populares. A minha aldeia não foge à regra. Este ano, porém, as coisas são um pouco diferentes. O nível de organização dos diversos eventos atinge patamares de excelência.
Este ano contamos, como cabeça de cartaz, com os "Ti Maria da Peida", há muito anunciado, o grupo de entretenimento sensação dos próximos anos. De entre o seu vasto reportório destaca-se o single "Chili bunke, bunke, bunke, bunke". Podemos, indubitavelmente, situá-los entre os Deolinda, a nível musical, e os Gato Fedorento, no registo humorístico. O nível de elevação intelectual é, pois, elevadíssimo, pelo que a sua compreensão não está ao alcance do comum dos mortais.

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"Versos Satânicos" da Oposição

Publicada por Maverick | segunda-feira, junho 29, 2009 | 1 comentários »



Nos últimos dias, um país que preza a tolerância,a harmonia entre nações,a igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, as instituições multipartidárias, as liberdades de expressão e religiosa viu os alicerces que fundamentam a sua democracia abalados por uma grave crise interna. Após as eleições,os líderes da oposição liderados por Mir Moussavi, não satisfeitos com os resultados eleitorais, convocaram manifestações diárias com o objectivo de impugnar o escrutínio. Isto porque, simplesmente, o número de cidadãos inscritos nos cadernos eleitorais era em alguns milhões inferior ao número de votantes.
A unanimidade das instituições internacionais considerou estas eleições livres e transparentes. De imediato, acorreram a apoiar o regime democrático iraniano, prestando-lhe a mais sincera solidariedade.
Mediante tanta clarividência, só nos resta apoiar a proposta de pena capital sugerida pelo Líder Supremo,Aqui Khámenou, para os manifestantes detidos.


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Músculos em excesso?

Publicada por Maverick | domingo, junho 28, 2009 | 0 comentários »


O excesso de músculos origina limitações ao nível do raciocínio e destreza mental? Equipas de cientistas por todo o mundo dedicam milhares de horas ao estudo deste mito sem chegar a veredictos conclusivos.Entretanto foi publicado um vídeo no youtube que nega este paradigma.
E tu? Qual é a tua opinião?

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MMG vs MP

Publicada por Maverick | sábado, maio 30, 2009 | 0 comentários »

Tivemos o privilégio de assistir no final da semana passada a um duelo de titãs. No canto esquerdo do ecrã, de azul-escuro com um colar de malmequeres brancos e a cara inchada de um combate recente, MMG. No canto direito de castanho escuro e açaime triplo, o regressado aos ringues mediáticos, MP.
Após uma troca vigorosa de golpes ambos os lutadores encontravam-se na plenitude das suas forças. MP contrariou, e bem, os prognósticos da imprensa desportiva, que lhe antevia um final de combate breve e doloroso. Mostrou que as suas esquivas e o jogo de pés estão melhor do que nunca. A intratável MMG foi incapaz de o pôr à sua mercê.
Round após round os lutadores resistiram. MMG continuou a aplicar a sua técnica irresistível de direita-direita-esquerda-jabb. Contudo, foi visível a sua dificuldade em manter a protecção dos dentes no interior da boca. Por vezes, não resistiu e auxiliou com a luva. MP não gostou do anti-jogo praticado pelo adversário e foi rosnando entredentes: "És uma vergonha para a nossa classe." Ao que MMG respondeu "Sigo na íntegra o meu código deontológico".
Após uma batalha vigorosa, plena de paletes de baba, resmas de ranho, camiões de bombas, helicópteros de tiros e arcas frigoríficas de socos nas trombas, os árbitros decidem-se por um empate. Obviamente, o desagrado de ambos os competidores foi notório.
No final, as responsabilidades pela falta de fair-play foram arremessadas de um lado para o outro.
Foi uma história portuguesa, com certeza..Foi, com certeza, uma história portuguesa.


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Vá-se lá saber porquê.

Publicada por Maverick | sábado, maio 23, 2009 | 0 comentários »



Mesmo para um apolítico, por vezes, é difícil resistir à tentação de espetar uma garfada na res publica. Por muitas virtudes que a classe política tenha, há sempre uns, inquestionavelmente, mais “iluminados” que outros. Notável o artigo de opinião de MFL no suplemento de Economia do jornal Expresso relacionado com o enriquecimento ilícito. Nele, a líder social-democrata, critica a posição do Governo acerca desta temática, pois, na sua opinião “ os cidadãos perderiam a garantia de defesa, que só é dada aos Tribunais, e ficariam nas mãos de uma decisão administrativa protagonizada pelo fisco” e, além disto, “ o Estado ao fazer fazer-se sócio do prevaricador, partilhando a receita, regularizaria o ilícito”. Concordo na íntegra com a líder do PSD. Contudo, há uma dúvida que constantemente me assalta.
Qual é a garantia de defesa dos cidadãos em relação ao financiamento partidário? É que, no meu entender, ao falarmos de “enriquecimento ilícito” podemos colocar no final da expressão a palavra “partidário”.
Sobre este tema MFL não se expôs em demasia, vá-se lá saber porquê… Na Assembleia da República aconteceu o nunca visto: o BE ao lado de todos os outros partidos. Quase unanimidade de votos. Apenas um deputado votou contra a nova lei. Vá-se lá saber porquê.


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Rendimento Social de Exclusão

Publicada por Maverick | sexta-feira, maio 22, 2009 | 0 comentários »

... "Nestes bairros, os filhos comportam-se como vândalos, porque os pais são tratados como crianças pelo Estado. Se calhar, já vai sendo tempo de tratar estas pessoas como adultos. Estas pessoas têm de ser tratadas como cidadãos, e não como cidadãos-crianças. Enquanto tiverem uma mesada assegurada (RSI - Rendimento Social de Inclusão), estas pessoas precisarão sempre de uma babysitter permanente (polícia em cada rua). Por outras palavras, é preciso acabar com a lógica do "coitadinho".
O percurso dos "coitadinhos" ... é sempre o mesmo. Na escola, o "coitadinho" bate na professora, mas como é "coitadinho" nada lhe acontece. Na rua, o "coitadinho" rouba uma criança "não-coitadinha", mas como é um "coitadinho-menor" fica impune. Quando chega a casa, o "coitadinho-filho" repara que o "coitadinho-pai" não paga a renda, a luz e a água. Ainda por cima, o "coitadinho-filho" vê que este comportamento compensa, dado que o "coitadinho-pai" continua a receber o cheque mensal do RSI. Ora, se as diversas faces do Estado tratam estas pessoas como crianças durante o dia, então elas vão agir como crianças durante a noite: daí a destruição dos carros dos vizinhos, daí a queima de caixotes do lixo, daí os ataques a bombeiros e polícias - os desportos noctívagos dos cidadãos-crianças... A causa desta barbárie suburbana é a falta de cultura de responsablidade. A identidade destes jovens suportados pelo RSI constrói-se em redor do desprezo pelo trabalho... E o pior é que esta cultura é financiada pelo Estado..."


Henrique Raposo in Expresso 16-05-2009


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Golden Boy

Publicada por Maverick | domingo, maio 17, 2009 | 0 comentários »


Aqui está uma prova irrefutável de que Ferguson não só comprou o livro do Mourinho,"Liderança - As Lições de Mourinho", como também o estudou avidamente. Seguindo os estudos de pensadores como Morin, Heidegger e Prigogine, Mourinho desenvolveu o seu paradigma de operacionalização da complexidade. Neste paradigma, um jogador é analisado em todas as vertentes: técnica, táctica, fisica, mental, psicológica e emocional. Nenhuma destas vertentes deve ser desenvolvida isoladamente. Faz parte de um todo indissociável. Na opinião do treinador, "O todo - seja uma pessoa ou um grupo de pessoas- constitui-se pelas relações, conexões e interacções entre os seus elementos". Mesmo as vertentes pessoal e profissional do futebolista não se podem separar.
Ferguson adoptou também este paradigma fazendo com que as quatro contratações já confirmadas para a próxima época festejassem o título com os membros do actual plantel. Trata-se da vertente de integração motivacional, que fará com que os novos recrutas comecem a próxima época imbuídos no espírito de conquista. De salientar o futebolista com chapéu de diabrete. D. Aveiro, 21 anos, médio-defensivo de vastos recursos técnico-tácticos, com margem enorme de progressão contratado ao Mamelodi Sundowns.


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Doctor Esperanto

Publicada por Maverick | domingo, maio 17, 2009 | 0 comentários »


Ludwik Zamenhof, percursor do Esperanto, publicou a primeira versão oficial do idioma em 1887. O seu objectivo não era substituir todas as línguas, mas criar uma língua de muito fácil aprendizagem, que funcionasse como língua franca internacional.
São cada vez mais as figuras públicas a darem as mãos por esta causa. O último exemplo é o futebolista Anderson do Manchester United, que, além de futebolista de excepção, se revelou um verdadeiro candidato ao prémio "honoris causa" na arte de se expressar em Esperanto.


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De um, cada vez mais, apolítico com amor

Publicada por Maverick | quinta-feira, maio 07, 2009 | 0 comentários »


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Our deepest fear

Publicada por Maverick | terça-feira, abril 07, 2009 | 0 comentários »


Inspirado em factos verídicos, este filme mostra como as atitudes de uma pessoa podem influenciar a vida de muitas outras. Richmond é uma cidade californiana marcada pela pobreza, falta de instrução e criminalidade. Carter, antigo jogador desta equipa e profundo conhecedor da realidade envolvente, aceita treinar uma equipa fustigada por maus resultados e indisciplina. As mudanças que implementou rapidamente se fizeram sentir na comunidade. Defendia que os bons resultados académicos não se poderiam dissociar do desporto. Assim, todos os jogadores que pretendessem integrar a equipa, teriam de assinar um contracto académico, que estipulava os bons resultados escolares e uma conduta respeitosa, como pré-requisitos para participar. Os valores que incutiu na equipa, apesar da resistência inicial, fizeram com que triunfassem jogo após jogo. Contudo, a maioria dos jogadores não cumpriu a sua parte do contrato. Na véspera de um jogo importante, o treinador decidiu fechar as portas do ginásio a cadeado, até que os membros da equipa mostrassem os resultados académicos "contratualizados".
Desnecessário será dizer que a revolta da comunidade foi imediata e que o treinador se tornou uma atracção nacional. Carter manteve-se inflexível perante a pressão a que foi sujeito. O resto, descubram ;)...

Um exemplo, a todos os níveis, de determinação, responsabilidade social e amor a uma causa.


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Bife com batata à W. Churchill

Publicada por Maverick | sexta-feira, março 20, 2009 | 0 comentários »


Quando Bernard Shaw enviou um telegrama jocoso a Churchill - "Tenho o prazer e a honra de convidar digno primeiro-ministro para a primeira apresentação da minha peça Pigmaleão. Venha e traga um amigo, se tiver." - este respondeu: "Agradeço ao ilustre escritor honroso convite. Infelizmente não poderei comparecer à primeira apresentação. Irei à segunda, se houver."
Disse-lhe Lady Astor, durante uma visita ao Palácio de Blenheim: "Winston, se você fosse meu marido, eu poria veneno no seu café." Ao que ele respondeu, sem nenhum cavalheirismo: "Nancy, se eu fosse seu marido, bebia-o"


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Precisamos, urgentemente, de um rumo

Publicada por Maverick | sexta-feira, março 13, 2009 | 0 comentários »

Desde há muito tempo me interrogo acerca do rumo que a nossa sociedade toma. Acredito, com cada vez mais veemência, que necessitamos, urgentemente, de uma mudança de mentalidades. Vivemos em democracia há mais de trinta anos e, em termos de mentalidade, pouco evoluímos. No meu entender, trata-se de uma democracia camuflada. Trata-se de uma democracia ditatorial, em que os media são a pedra basilar. Os sucessivos governos apenas têm disseminado a ignorância e controlado os meios de comunicação social, com o objectivo de implementar campanhas de marketing político. Quando as "altas patentes" se dirigem ao país comunicam quase sempre com alguma elevação intelectual, pois o importante é que a esmagadora maioria dos cidadãos reparem nas belas gravatas e fatos que ostentam. O objectivo é a mensagem não chegar ao receptor. Isto contribui para que se mantenham numa esfera política elevada, cultivando a prática dos "jobs for the boys". A avidez com a qual os caciques locais procuram colocações para os seus, faz com que os altos cargos perdurem interminavelmente.
Todos sabemos que a nossa democracia se baseia nas promiscuidades público-privadas, na diferenciação judicial, nos lobbys, no financiamento obscuro de partidos políticos, nos favores pessoais, na ausência de meritocracia, na falta de iniciativa privada, na passividade, na crítica fácil sem encontrar soluções etc ...
Acabei recentemente de ler o livro "Compromisso: Nunca Desistir" do nosso seleccionador de rugby Tomaz Morais. Aconselho vivamente a leitura deste livro, pois extravasa em muito o fenómeno desportivo. Segundo o autor, trata "as vitórias no desporto aplicadas ao sucesso das empresas". Eu atrevo-me a completar "e de todas as pessoas que pretendem evoluir a todos os níveis".
Na última página do livro é efectuada uma caracterização da mentalidade da generalidade dos portugueses, com a qual concordo totalmente. Passo a citar:

- "um país que não cresce por culpa do individualismo, da inveja e do pensamento negativo de quem nos lidera".
- "Somos tradicionalmente insatisfeitos e isso torna-nos muito críticos de tudo e de todos. Revelamos um excesso de preocupação com o trabalho de quem está ao nosso lado e esquecemo-nos de concentrar esforços na construção do nosso próprio caminho".
- "Temos muitos problemas em lidar com os êxitos dos outros. Entendemos que o sucesso alheio é o nosso insucesso".
- "A verdade é que perdemos muitas horas das nossas vidas a cobiçar o que o outro tem, mas raramente estamos dispostos a trabalhar mais um minuto para poder chegar ao patamar que gostaríamos".
- "Não sabemos, nem queremos trabalhar em equipa".
- "Somos pouco exigentes - vivemos no país do q.b.".
- "Somos habituados desde pequenos a ouvir que as coisas são difíceis, que não conseguimos, que não temos, que não nos deixam, que não devemos fazer, que não podemos inovar, ou que não é possível sermos ambiciosos".
- "... cada vez que olho para a minha equipa e analiso tudo o que conseguimos até hoje, contra tantas adversidades, reforço as minhas certezas: Portugal pode vencer, basta querermos ... todos!"

Termino com uma citação que também pertence à última parte do livro

"Os campeões não se constroem no ginásio. São feitos de algo que trazem dentro de si - um desejo, um sonho, uma visão. Os campeões têm que ter habilidade e vontade. Mas a vontade deve prevalecer sobre a habilidade. Ninguém consegue vencer sem vontade. "

Muhammad Ali, o rei do boxe mundial

A reflectir...


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I have a vision

Publicada por Maverick | sábado, fevereiro 21, 2009 | 0 comentários »



"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado."

Karl Marx - O Capital, 1867

Qual Obama, qual quê! Com um bocadinho de estudo, em 1868, o Marx já teria encontrado a solução para a crise de 2008.


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Sentido de humor em tempos de crise

Publicada por Maverick | domingo, janeiro 11, 2009 | 0 comentários »






Cartoons retirados da edição do Expresso de 03-01-2009.


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